Quantidade, Não Tipo de Opioides para Dependência Pós-Op.


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Terça-feira, maio 14, 2019 (HealthDay News) – Como os Estados Unidos lutam com uma epidemia de abuso de analgésicos, os pesquisadores descobriram que é a quantidade de opióides prescritos após a cirurgia ortopédica, não o tipo de opióide, que corresponde a longo prazo usar.

"Um dos mitos freqüentes que encontramos entre os médicos é que alguns tipos de opioides, como a hidromorfona, são mais perigosos do que outros", disse a autora sênior do estudo, Dra. Marilyn Heng. Ela é cirurgiã ortopédica em Boston.

"Nossas descobertas demonstram como as crenças atuais sobre o mecanismo de uso prolongado podem ser confundidas", acrescentou Heng em um comunicado à imprensa da Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos.

Para o estudo, os pesquisadores analisaram quase 18.000 pacientes adultos que foram operados por uma lesão musculoesquelética traumática (como uma fratura de braço ou perna). Nenhum dos pacientes havia tomado opioides nos seis meses anteriores à cirurgia, e eles não tinham histórico de abuso de opiáceos.

O uso prolongado de opioides (além de 90 dias) foi associado com a quantidade de opioides prescritos na alta hospitalar, ao invés do tipo opióide, mostraram os resultados.

Os pesquisadores também descobriram que os prescritores muitas vezes não levaram em conta que diferentes opióides têm diferentes forças por miligrama. Isso pode resultar em doses mais altas que colocam os pacientes em risco aumentado de uso prolongado das drogas.

Os médicos tendem a se concentrar no número de comprimidos, em vez do equivalente em miligramas de morfina, disse Heng.

Por exemplo, se a força não for levada em consideração ao converter 20 comprimidos de oxicodona (OxyContin) em 20 comprimidos de hidromorfona (Dilaudid), um paciente que receber as pílulas hidromorfona receberia um aumento de dose de mais de 142%, explicaram os autores do estudo.

A falta de explicação para as diferenças de força dos opióides "muitas vezes leva à noção de que certos tipos de opióides parecem estar associados a maiores probabilidades de complicações, quando, na verdade, estamos prescrevendo muito mais drogas", disse Heng no comunicado. Isso pode levar à dependência, ela acrescentou.

Os resultados também mostram que os cirurgiões ortopédicos e pacientes não devem assumir que um tipo de opióide é "mais seguro" do que o outro, disseram os pesquisadores.

O estudo foi publicado em 1º de maio no Jornal da Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos.

Os cirurgiões ortopédicos são o terceiro maior prescritor de opioides entre os médicos norte-americanos, de acordo com os pesquisadores.

– Robert Preidt

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FONTE: American Academy of Orthopaedic Surgeons, comunicado de imprensa, 9 de maio de 2019